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Meu mundo (muito diferente do de hoje em dia) e
nada mais:
Os 35 anos de Guilherme Arantes ….
Que tipo de mundo a gente vivia em 1976, quando Guilherme
Arantes surgiu para o mercado musical brasileiro?! Era outro
mundo, certamente... Sem computador pessoal, sem telefone
celular, sem tv por assinatura.
A televisão colorida dava seus primeiros passos. A primeira
novela colorida tinha ido ao ar três anos antes - O Bem Amado
- em 1973.
Eram tempos de início de carreira dos Secos e Molhados, dos
Novos Baianos, de Rita Lee, Luiz Melodia, Djavan, Alceu
Valença e dele, claro, Guilherme Arantes ....
Na verdade ele já batalhava há algum tempo... E ele sempre
soube que sua vida seria a música...
Bem que ele tentou cursar Arquitetura e Urbanismo na USP
(1971) … mas a música sempre falava mais alto …
Em 1974, sai com um LP com o Moto Perpétuo – hoje muito
cultuado no mercado roqueiro - mas os tempos eram bicudos para
o rock em geral e muito piores ainda para o rock progressivo.
Eram tempos de Mutantes, Made in Brasil, Casa das
Máquinas... No progressivo O Terço, o Som nosso de cada dia, A
Barca do Sol, O Peso ... Todos tentando sobreviver a um
mercado tão volátil composto de música em inglês e hits Brasil
....
Ah! Havia um movimento de "sambão" - muito similar ao que vive
a Lapa no Rio de Janeiro, também .... Mas nada que favorecesse
muito o rock ...
O Moto Perpétuo, como tantos outros grupos da época, não foi
muito longe ….E quando o Moto Perpétuo se separou restou o
vazio para o grupo …. Pelo menos era o que parecia ....
De volta à estaca zero, Guilherme deixa algumas fitas cassette,
com seu trabalho solo, em várias gravadoras.
E, graças à sua mãe, Dona Hebe, um belo dia, chegando em casa,
pra pegar as contas para pagar (não … não havia homebanking
ainda …..) um telefonema da Som Livre …. E um anjo desses de
novela disse: “Vai, Guilherme, ser sucesso na vida ….”
E já são 35 anos! Parabéns, Guilherme Arantes! Parabéns pela
persistência em todos os momentos! Nós fãs agradecemos! ....
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